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Idéias para ajudar escritores aspirantes, de Roald Dahl

Texto de Roald Dahl, autor de “James e o pêssego gigante” e “A fantástica fábrica de chocolate”: Reunindo idéias Quando acordo de manhã, depois de um sonho, fico deitado pensando nele. Cada estranho detalhe está vívido em minha memória. Mas, cinco minutos depois, quando já saí da cama e escovei os dentes, tudo desapareceu. É impossível lembrar sobre o que foi o sonho. Isso acontece a todo mundo. Então o único modo de lembrar os sonhos é manter lápis e papel ao lado da cama, e escrevê-los no momento em que você acordar. Me acontece exatamente o mesmo com idéias para histórias. Uma idéia pode aparecer de repente a qualquer momento do dia, e se eu não anotar na hora, naquele exato momento, ela irá embora para sempre. Por isso preciso achar um lápis, caneta, giz, batom, qualquer coisa que escreva, e rabiscar algumas palavras que depois me lembrem da idéia. E assim que tiver uma chance, vou direto pra casa e escrevo a idéia num velho caderno escolar vermelho. Às vezes escrevo uma linha; às ...

Escrevendo histórias, de Flannery O'Connor

Eu tenho ouvido pessoas dizerem que o conto é uma das formas mais difíceis de literatura, e sempre tentei entender por que as pessoas pensam isso daquilo que me parece ser um dos modos mais naturais e fundamentais da expressão humana. Afinal nós começamos a ouvir e contar histórias quando crianças, e não há nada de complicado nisso. Eu imagino que a maioria de vocês contou histórias a vida toda, e, mesmo assim, aqui estão - querendo aprender como fazê-lo! Então semana passada, depois de escrever tranquilamente alguns apontamentos pra dizer aqui hoje, minha calma foi abalada quando recebi sete dos manuscritos de vocês. Depois de os ler, tive de admitir que, se o conto não é uma das formas mais difíceis de literatura, pelo menos é mais difícil pra uns do que pra outros. Eu ainda acho que a maioria das pessoas nasce com a habilidade de contar histórias, mas ela se perde pelo caminho. Claro, a capacidade de criar vida com palavras é um dom. Se você o tem, pode desenvolvê-lo; se não tem,...

Crítica Curta - Festival Internacional de Curtas Metragens de SP

O Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo, organizado pela Kinoforum, abre inscrições para o  Crítica Curta, atividade voltada ao público universitário que acontece no 28º Festival Internacional de Curtas de São Paulo e que este ano vai ser comandado por Sérgio Rizzo.   Serão 25 vagas oferecidas: 20 para a redação de textos sobre os filmes da Mostra Brasil e Mostra Latino-americana programados pelo festival e 5 para os interessados em estratégias de comunicação, a serem responsáveis pela divulgação dos conteúdos da oficina nas redes sociais.   O link para inscrição, com maiores informações está aqui:   https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd8GYQeHOoKMgJ69d5JBchsO9iE4lIWhBQx_XTsqZaJejTzJA/viewform?c=0&w=1   As inscrições são individuais.

Gestos

Pense em uma pessoa que você conhece muito bem, a ponto de saber de memória seus gestos próprios e habituais. Lembre e visualize alguns desses gestos (movimentos de mão, rosto, expressões faciais, vícios de postura, ritmo de caminhar, posição dos pés quando parado ou sentado). Escolha três destes gestos e escreva uma frase para cada um deles.  Em cada frase, a) descreva o gesto; e b) relacione esse gesto a um determinado momento ou estado de humor dessa pessoa.

Um filme no meio do livro

Paul Auster às vezes descreve filmes reais, em seus livros. Em "Homem no escuro", há quatro páginas inteiras narrando "Era uma vez em Tóquio", de Ozu. Outros escritores narram filmes imaginários. Outros narram livros. Em "Breve carta para um longo adeus", Peter Handke conta sua leitura de "Grune Heinrich", de Gottfried Keller. Exercício: - Escreva 5 linhas situando seu personagem, num determinando momento de sua vida - Mencione um filme que o personagem assistiu naquela época, ou há algum tempo, mas ficou em sua memória - Narre ou descreva esse filme, em 20 linhas, do ponto de vista do personagem, destacando o que o marcou (por que o filme chamou sua atenção)

Exercícios no Youtube

Assista aos vídeos sobre Criação Literária no Youtube:  Clique aqui.

Narração negativa

Em vez de narrar o que seu personagem fez e disse, você pode criar um efeito irônico, tenso ou comovente, narrando o que seu personagem NÃO fez e NÃO disse. Por algum acidente inesperado, o personagem não foi ao encontro marcado, não encontrou aquela pessoa que poderia ser tão especial para ele, não recebeu um beijo amoroso depois de dois anos sem ninguém, não sentiu no fim do dia uma alegria inesperada e um alívio ao ver finalmente um fim possível para sua solidão. Ou então, naquele dia, ele tinha tão pouco valor que não importa se ele se sentiu injustiçado com o quem alguém disse, não importa se ficou o dia todo remoendo aquelas palavras sem conseguir se defender, não importa se dormiu e acordou pensando nas palavras rudes que alguém falou sem dar a menor atenção ao efeito que teriam nele e as esqueceu logo depois sem imaginar que ele não conseguiria esquecer. Exercício: - Imagine uma situação muito difícil, ou muito sofrida, para seu personagem. - Imagine as reações autênticas que e...